Onde eu deveria estar

Photo by Simon Maage on Unsplash

Começou pelo livro que eu li de manhã. You are a badass, da Jen Sincero. Ela falava sobre a importância de “dar”. Eu não vou refazer minha frase pra você não pensar besteira. A gente pensa bem superficialmente sobre dar & receber que quase não percebe que as duas ações vão além de coisas palpáveis. Fiquei pensando o que exatamente eu faria com essa informação ao longo do meu dia.
Não foi o dia mais calmo e feliz que eu tive, mas os problemas foram solucionados, todos estão bem e eu começo a aceitar o que antes sequer conseguia pensar a respeito. E às vezes é só depois do banho, pijama e do inspira & expira que a gente se dá conta das coisas. No meu caso foi perceber o tanto que eu recebo de gente que acompanho todos os dias por uma tela (alô stories, tô falando de você) e enviar uma mensagem de “ei, isso que tu faz é lindo e melhora meu dia de tantas formas que eu só sei dizer: obrigada”.
Como a pessoa que muitas vezes tá do lado de cá da tela, posso dizer que uma mensagem assim tem o poder de salvar um dia ruim e um momento de “putz, era isso mesmo que eu deveria estar fazendo?”
E dar esse tipo de feedback e de carinho online chega como abraço quentinho seguido de “sim, era isso e você está exatamente onde deveria”. ♡
“If you want to attract good things and feelings into your life,
send awesomeness out to everyone around you.” – Jen Sincero
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A VOZ DENTRO DE VOCÊ

Quando eu comecei a escrever eu gostava de compartilhar o mundo como eu via e as coisas como eu ia aprendendo. Meus primeiros blogs eram uma mistura de diário online e coisas que eu via no meu dia a dia e prestava atenção o suficiente pra escrever a respeito. Depois de alguns anos eu percebi que dava pra fazer muito mais com esse espaço. E quando comecei este blog, eu tinha em mente que não deixaria todas as coisas que eu vivi ou qualquer coisa que eu tivesse medo de viver me impedirem de passar a minha mensagem.

É muito fácil perder o foco onde tá todo mundo tentando chamar nossa atenção a qualquer custo e esquecer o que a gente ia fazer. Especialmente se a gente consegue se esconder atrás de outra habilidade. E mais especialmente ainda se a gente é tímido (pra não dizer antissocial) e prefere não chamar muita atenção. Mas lá no fundo a gente realmente sabe qual é a questão. Talvez não se dê tempo, oportunidade ou mesmo coragem pra dizer em voz alta. Mas se eu posso dizer alguma coisa que valha a pena, escuta isso aí dentro de você e dá o primeiro passo. É o que eu estou fazendo… ♡

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Quem vale a sua paz



Ninguém que valha a sua paz vai te fazer abrir mão dela.

Foi a última coisa que disse na última postagem e achei que deveria desenvolver essa ideia. E ela surgiu há alguns anos, quando eu entendi que relacionamentos são oportunidades espirituais, não uma troca de necessidades, de acordo com o livro “Deixe os homens aos seus pés” (que é menos ruim do que parece, já que se trata de um livro de autoempoderamento e não de um manual de como atrair os homens – pelo amor de Deus, né?), da Marie Forleo. Depois de ter contato com essa ideia (algumas vezes), botei na cabeça que eu não me envolveria mais com ninguém que não me entendesse e não estivesse disposto a crescer e se desenvolver comigo como uma equipe, em vez de fazer eu me sentir inadequada e insuficiente.
Depois de me enfiar em algumas furadas (e trazer algumas pessoas comigo), eu finalmente entendi que estava focando no lado errado da coisa e adotei como lema pessoal o trecho da música do Fábio Jr que diz “nem por você nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos”. Tomei essa verdade pra mim acreditando do fundo do meu coração que ninguém que valesse a minha maior loucura de amor exigiria de mim o que quer que essa loucura fosse. E funciona.
Eu vejo muita gente se atropelar entre a vontade de crescer profissionalmente e negar que queira ter um amor enquanto se sente carente. Carência nem é uma coisa boa, na verdade. Porque sim, você precisa gostar da sua própria companhia antes de gostar de alguma outra, por mais clichê que isso possa parecer (e vale muito a pena prestar atenção nos clichês – muitas vezes eles escondem lições incríveis). Acho muito limitada a ideia de que a gente tem que escolher entre uma coisa e outra. A vida como a gente conhece não dura pra sempre e nem sempre os nossos planos funcionam como a gente espera. Por que você tem que escolher entre uma coisa ou outra se você pode, tijolo por tijolo, construir uma carreira incrível ao lado de alguém que te apoia, te ajuda (e vice versa, porque é importante não ser egoísta) e comemora junto com você as suas conquistas?
Pode ser cool manter as aparências de que você é um lobo solitário, que não precisa de ninguém e que romance é uma coisa bobinha ou complicada demais, mas vira e mexe você se torna o ser humano mais insuportavelmente carente do planeta. Pode soar engraçadinho e te dar uma sensação de pertencimento neste mundo que gosta de fazer piada da própria desgraça pra fingir que nem doeu, mas no fundo só você sabe o quanto isso te custa. Você não precisa escolher entre casar e ter uma bicicleta. Se você estiver completamente alinhado à verdade que carrega dentro de si, pode ter os dois (talvez ganhar uma bicicleta como presente de casamento – não custa nada sonhar). Mas a menos que ter só um ou outro (ou nenhum dos dois) seja uma manifestação fiel às vontades que você carrega dentro do peito, você não precisa escolher entre ser só um pouco feliz ou muito feliz. Você pode só ser muito feliz sem precisar escolher.
E qualquer pessoa que te ame de verdade (e isso te inclui) não vai te fazer escolher entre o amor da sua vida e a carreira dos seus sonhos. Mesmo que ela valha a pena sequer pensar nessa possibilidade. ♡

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POR QUE MUDAR É IMPORTANTE

Depois de muito pensar (e sem ainda ter parado de pensar), eu finalmente entendi que preciso de mudanças. Não vai ser de uma hora pra outra (como já não está sendo) e eu vou dar tempo de todo mundo se acostumar (incluindo a mim mesma). No último post do blog eu comecei a falar sobre isso e possivelmente continuarei a falar nas próximas semanas e meses. Como disse no post e no vídeo abaixo, eu ainda não sei exatamente o que eu vou trazer, mas sei que o conteúdo que estou fazendo já não me anima mais faz um bom tempo.

Demorei a ter a percepção de que eu precisava tomar uma atitude. Mas agora que tive, resolvi agir mesmo sem ainda ter muita certeza do que vai acontecer. Pode ser que eu perca alguns inscritos no meio do caminho (pode ser que não), mas eu sei que só fica quem tem que ficar. Bom, o restante do recado está dado no vídeo.

Mudar é natural, nos faz amadurecer & ter resultados diferentes ♡
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Bem mais do fundo do coração


Confesso que não sei nem como começar a escrever este post. Queria fugir de tudo o que eu já disse aqui sobre mudanças anteriormente. Porque a verdade é que eu não tenho muitas certezas no momento. Mas as poucas certezas que tenho estão exigindo que eu não faça mais as mesmas coisas de sempre. E ao mesmo tempo, o medo de fazer as coisas do jeito errado e, mais ainda, o medo de como essas coisas serão recebidas têm criado uma nuvem cheia de dúvidas na minha cabeça.
Já fiz a mesma coisa de diversas maneiras diferentes na esperança de me sentir melhor, mas não me sinto. A pessoa que eu me imagino sendo não tem quase nada da pessoa que eu aparento ser. E conversas com amigos, conteúdos de diversos tipos que consumi nos últimos tempos, me fizeram perceber que eu estou fazendo muito menos do que gostaria por preguiça e por medo. Isso assombra os meus pensamentos e me mantém travada no mesmo lugar.
Mas não é essa a pessoa que eu sou. A pessoa que eu sou tem coisas bem mais do fundo do coração pra compartilhar. Mas o que vem do fundo do coração deixa a gente exposto/vulnerável e é por isso que eu tenho evitado (desde o começo deste blog) “botar a cara no sol”. É cômodo e é seguro. Só que o cômodo não me aproxima de nada do que eu realmente quero pra minha vida. E nada é realmente seguro. Correr riscos é necessário.
Eu não estou certa do que vou fazer daqui pra frente, mas como dizem “a vida começa fora da zona de conforto”. E a zona de conforto não me comporta mais.
“Talvez eu tenha que andar um pouco mais, mas olha o tanto que eu já deixei pra trás…”
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Por que não parei de blogar (ainda)


A gente se divide em tantos micro espaços nessa internet de meu Deus e faz textão para tantas redes sociais diferentes que até se perde um pouco da ideia de que existem blogs e que eles são muito úteis na manutenção e no compartilhamento de ideias. No meu caso, eu sempre gostei mesmo de ter todas as coisas que gosto e sei fazer reunidas num lugar só. Quer dizer, antes disso (muito antes disso, quando eu tinha uns treze anos), eu só realmente gostava da ideia de ter um diário online. Muito depois é que eu percebi que dava para usar o blog de outras maneiras e aqui estamos.
Escrever é uma espécie de terapia para mim. E no meio de tanta mensagem, de tanta guerra, de tanta coisa que parece boa mas não é, eu só quero preservar um espaço em que eu veja as coisas que gosto e que consegui cultivar de bom dentro de mim. Mesmo com todo estímulo externo vindo de outros lugares e redes. Além disso, o blog é o filtro que traz só quem está na mesma vibração que você e não foi totalmente engolido pela realidade paralela das redes sociais.
Aqui é a minha linguagem que eu compartilho. Sem hashtags, sem muitos aparatos para chamar a atenção de quem está lendo. É a maneira mais crua, sincera e direta que eu compartilho meus pensamentos, meus gostos, meus sentimentos. Gosto de olhar meu blog como um portfólio das minhas habilidades criativas. Ah, e é claro, eu gosto de pensar que me expresso com mais facilidade escrevendo do que falando. E escrever para o blog não me desanima o tanto que manter um canal no YouTube me desanima de vez em quando. Especialmente porque aqui eu não me frustro se ninguém me dá um pingo de atenção. Escrever é uma coisa natural para mim. Diferente de produzir um vídeo cheio de “frufru” e ele flopar.
Acho que me desprender da ideia de “ter que” publicar no blog me trouxe a liberdade de poder escrever independente da audiência. O que mais importa não é quem está lendo ou quantas pessoas estão lendo, mas a possibilidade de poder ser exatamente quem eu quero ser me comunicando e fazer isso por prazer. Sem tentar agradar, sem produzir um conteúdo que me deixe desconfortável por achar que assim mais pessoas vão consumir. A minha intenção é levar essa mesma ideia para as outras plataformas. Mas confesso que as redes sociais cheias de preguiça, pouquíssima empatia, informações mastigadas e expectativas que esperam que você corresponda, me desanimam um bocado. Parece que ninguém considera que você tem uma mensagem e um jeito só seu de comunicar essa mensagem.
Ao mesmo tempo, eu sempre acreditei e continuo acreditando que independente do seu jeito, quem é da sua tribo eventualmente vai te achar. E é por isso que eu mantenho meu blog no ar. Porque não sei não escrever, não sei não ser eu e preciso de um pedacinho de terra nesse planeta louco chamado internet para dizer quem eu sou e mostrar o que eu sei fazer. Mesmo que só alguns gatos pingados se deem o trabalho de interagir com este conteúdo. Vale a pena para mim. ♡
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Romance de ponte aérea


Eu estava pensando sobre os momentos da vida em que a gente decide uma coisa que muda tudo para sempre. E a gente nunca realmente está consciente dessas decisões até que elas sejam parte do passado. É sempre estranho (não de um jeito necessariamente ruim) pensar nisso, mas também sempre me faz perceber que não importa quão ruim ou boa tenha sido uma decisão, eu não seria quem sou hoje se não tivesse escolhido o que escolhi.
Parece uma coisa de menina boba (e eu parei de me importar muito com isso), mas desde sempre eu gostei de acreditar que todas as pequenas coisas que me constroem não são à toa. Como se minha vida fosse um livro, uma série ou um filme. E no final das contas (eu adoro dizer isso) cada um é protagonista da própria história, não é mesmo? Eu sempre quis viver uma vida de filme, mas eu não lembro de ter falado ou pensado o suficiente sobre isso. Mas aqui estamos.
Talvez eu não fale tanto disso quanto eu falaria na história que passa dentro da minha cabeça, mas o Instagram me proporcionou viver um enredo de filme. Um filme bem louco com um histórico de corações partidos que se revelaram super úteis e uma trilha sonora vasta e com muito ukulele. Romance de ponte aérea e dois universos completamente diferentes, com idiomas diferentes.
Eu ainda estou assustada com o rumo completamente inesperado que as coisas tomaram nos últimos meses, mas a vida é para ser vivida. Ouvi das bocas mais aleatórias palavras reconfortantes. Encontrei paz e certeza nas coisas mais simples dos meus dias e a coragem para ser, viver e conquistar se apresenta cada dia mais forte e clara (não é só uma coisa que eu sinto, mas que eu também entendo). Meu coração literalmente (e eu sei o que significa literalmente) oscilou e por um tempo eu fiquei paralizada por não acreditar que eu já estava preparada. Mas acontece que eu estou.
Se não estivesse preparada, eu não teria tomado a decisão de responder aquela mensagem aleatória. E daquele dia em diante tudo poderia ter sido completamente diferente do que é agora. Mas é assim que funciona e a gente vai escolhendo as nossas falas, atuando nas nossas cenas e desenrolando nosso próprio filme. Eu sei que é só o começo de uma nova história, mas as decisões de antes, de agora e as que ainda vou tomar vão me levar para algum lugar que eu nunca imaginei estar.
Com sorte esse lugar vai ser perto de você. ♡
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