Onde eu deveria estar

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Começou pelo livro que eu li de manhã. You are a badass, da Jen Sincero. Ela falava sobre a importância de “dar”. Eu não vou refazer minha frase pra você não pensar besteira. A gente pensa bem superficialmente sobre dar & receber que quase não percebe que as duas ações vão além de coisas palpáveis. Fiquei pensando o que exatamente eu faria com essa informação ao longo do meu dia.
Não foi o dia mais calmo e feliz que eu tive, mas os problemas foram solucionados, todos estão bem e eu começo a aceitar o que antes sequer conseguia pensar a respeito. E às vezes é só depois do banho, pijama e do inspira & expira que a gente se dá conta das coisas. No meu caso foi perceber o tanto que eu recebo de gente que acompanho todos os dias por uma tela (alô stories, tô falando de você) e enviar uma mensagem de “ei, isso que tu faz é lindo e melhora meu dia de tantas formas que eu só sei dizer: obrigada”.
Como a pessoa que muitas vezes tá do lado de cá da tela, posso dizer que uma mensagem assim tem o poder de salvar um dia ruim e um momento de “putz, era isso mesmo que eu deveria estar fazendo?”
E dar esse tipo de feedback e de carinho online chega como abraço quentinho seguido de “sim, era isso e você está exatamente onde deveria”. ♡
“If you want to attract good things and feelings into your life,
send awesomeness out to everyone around you.” – Jen Sincero
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Bem mais do fundo do coração


Confesso que não sei nem como começar a escrever este post. Queria fugir de tudo o que eu já disse aqui sobre mudanças anteriormente. Porque a verdade é que eu não tenho muitas certezas no momento. Mas as poucas certezas que tenho estão exigindo que eu não faça mais as mesmas coisas de sempre. E ao mesmo tempo, o medo de fazer as coisas do jeito errado e, mais ainda, o medo de como essas coisas serão recebidas têm criado uma nuvem cheia de dúvidas na minha cabeça.
Já fiz a mesma coisa de diversas maneiras diferentes na esperança de me sentir melhor, mas não me sinto. A pessoa que eu me imagino sendo não tem quase nada da pessoa que eu aparento ser. E conversas com amigos, conteúdos de diversos tipos que consumi nos últimos tempos, me fizeram perceber que eu estou fazendo muito menos do que gostaria por preguiça e por medo. Isso assombra os meus pensamentos e me mantém travada no mesmo lugar.
Mas não é essa a pessoa que eu sou. A pessoa que eu sou tem coisas bem mais do fundo do coração pra compartilhar. Mas o que vem do fundo do coração deixa a gente exposto/vulnerável e é por isso que eu tenho evitado (desde o começo deste blog) “botar a cara no sol”. É cômodo e é seguro. Só que o cômodo não me aproxima de nada do que eu realmente quero pra minha vida. E nada é realmente seguro. Correr riscos é necessário.
Eu não estou certa do que vou fazer daqui pra frente, mas como dizem “a vida começa fora da zona de conforto”. E a zona de conforto não me comporta mais.
“Talvez eu tenha que andar um pouco mais, mas olha o tanto que eu já deixei pra trás…”
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Romance de ponte aérea


Eu estava pensando sobre os momentos da vida em que a gente decide uma coisa que muda tudo para sempre. E a gente nunca realmente está consciente dessas decisões até que elas sejam parte do passado. É sempre estranho (não de um jeito necessariamente ruim) pensar nisso, mas também sempre me faz perceber que não importa quão ruim ou boa tenha sido uma decisão, eu não seria quem sou hoje se não tivesse escolhido o que escolhi.
Parece uma coisa de menina boba (e eu parei de me importar muito com isso), mas desde sempre eu gostei de acreditar que todas as pequenas coisas que me constroem não são à toa. Como se minha vida fosse um livro, uma série ou um filme. E no final das contas (eu adoro dizer isso) cada um é protagonista da própria história, não é mesmo? Eu sempre quis viver uma vida de filme, mas eu não lembro de ter falado ou pensado o suficiente sobre isso. Mas aqui estamos.
Talvez eu não fale tanto disso quanto eu falaria na história que passa dentro da minha cabeça, mas o Instagram me proporcionou viver um enredo de filme. Um filme bem louco com um histórico de corações partidos que se revelaram super úteis e uma trilha sonora vasta e com muito ukulele. Romance de ponte aérea e dois universos completamente diferentes, com idiomas diferentes.
Eu ainda estou assustada com o rumo completamente inesperado que as coisas tomaram nos últimos meses, mas a vida é para ser vivida. Ouvi das bocas mais aleatórias palavras reconfortantes. Encontrei paz e certeza nas coisas mais simples dos meus dias e a coragem para ser, viver e conquistar se apresenta cada dia mais forte e clara (não é só uma coisa que eu sinto, mas que eu também entendo). Meu coração literalmente (e eu sei o que significa literalmente) oscilou e por um tempo eu fiquei paralizada por não acreditar que eu já estava preparada. Mas acontece que eu estou.
Se não estivesse preparada, eu não teria tomado a decisão de responder aquela mensagem aleatória. E daquele dia em diante tudo poderia ter sido completamente diferente do que é agora. Mas é assim que funciona e a gente vai escolhendo as nossas falas, atuando nas nossas cenas e desenrolando nosso próprio filme. Eu sei que é só o começo de uma nova história, mas as decisões de antes, de agora e as que ainda vou tomar vão me levar para algum lugar que eu nunca imaginei estar.
Com sorte esse lugar vai ser perto de você. ♡
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Resoluções, expectativas e novos planos


A gente fantasia demais sobre a virada e o começo de um ano novo. O que de certa maneira não tem nada de errado. O problema é quando a gente acha que tudo vai acontecer magicamente. Não vai. Se você tiver muita sorte e ganhar na mega da virada, tá liberado acreditar assim. Mas caso contrário, senta aí e vamos conversar.
As coisas que acontecem pra que a gente mude ou não são muito sutis e se você não estiver atento, você se ferra. E não porque a vida vai necessariamente se alimentar dos seus sonhos e palitar os dentes com as suas certezas. Mas porque você não vai ter culhão suficiente pra lidar com o mais frustrante dos dias e vai perder o pique. E essa é a pior das ciladas que a gente pode pegar pelo caminho. Não perca o pique.
Mantenha na sua cabeça todas aquelas frases clichês (porém verdadeiras) que você vive compartilhando nas redes sociais, os conselhos bons dos seus amigos e parentes, algo que um estranho te disse e fez todo o sentido. Se agarre a tudo o que vai te manter vivo e com sangue nos olhos. Porque vai precisar de sangue nos olhos quando os dias forem ruins, porque senão você desiste, você se abate, você para.
Não quero dizer com isso que você não deva ter seus momentos. Nossos momentos são extremamente necessários pra gente entender os processos, respirar fundo, pegar impulso. Mas tendo total consciência de que é uma pausa, não desistência. De que logo mais a gente vai se reerguer ainda mais forte e agarrar a vida com unhas e dentes.
Lembre que quando os dias estão esquisitos eles também podem te ensinar alguma coisa. Você pode até perder as estribeiras por alguns momentos, mas é de você que você depende pra voltar pro lugar. Então, não se abandone. Jamais.
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Aniversariando

Photo by rawpixel on Unsplash

A minha ficha nunca cai quando é meu aniversário e eu nunca tenho tempo de assimilar porque tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Eu não vou fazer uma retrospectiva porque isso já rolou por aqui e também não vou falar como é fazer aniversário no Natal porque também já escrevi sobre isso.
Estou fazendo 27. Mas não tenho nada de grandioso ou sinistro que me faça temer entrar para o sombrio clube dos 27. Na verdade eu tenho ótimas expectativas sobre essa idade (papo de numerologia e mais um monte de outras coisas que eu gosto de acreditar que significam algo). E também tenho vários acordos comigo mesma, sonhos, planos para viver o próximo ano da melhor maneira possível. Algumas dessas coisas ainda não aconteceram e outras eu vou esperar um pouco mais para contar.
Me lembrei que quando tinha 23 (eu acho), conheci um cara gringo que tinha um 27 tatuado no pescoço e eu, curiosa, perguntei o que significava. Se bem me lembro (e minha memória não é exatamente boa) ele me disse que era a idade limite para curtir a vida. Achei legal o suficiente para criar um significado na minha cabeça. E também me lembrei de alguns outros exemplos de pessoas que começaram a fazer algo significativo com essa idade.
Na minha cabeça a minha vida vai começar de verdade agora. Porque até os 26 eu tava só ensaiando. E sei que talvez eu tenha feito “hora extra” numa fase da vida que pode significar muitas coisas chatas, incômodas e que algumas pessoas podem diversas ter opiniões a respeito. Mas é o seguinte: eu não quero opiniões que eu não pedi! E também não quero mais esconder o que eu penso e sinto porque alguém acha que devo esconder. E eu também não vou me pronunciar sobre algo quando não achar que devo só porque é o que esperam de mim.
Se teve uma coisa que eu aprendi aos 26 é que independente do quanto você se sinta desrespeitado, as pessoas não estão nem aí. E elas não vão medir as palavras, as ações delas porque você se sente incomodado ou magoado. Então cabe a você estabelecer os seus limites, defender as suas ideias e falar aquilo que é verdade para você independente das expectativas que as pessoas tenham. E isso não é para causar rebuliço. É só para você não enlouquecer tentando ser quem não é para agradar os outros. Especialmente se os outros não ligam para o que você pensa e sente.
Resumindo: a fase de ficar tentando não ser vista com medo de desagradar está chegando ao fim! Acostumem-se ♡
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Um balanço de 2018

Photo by Toa Heftiba on Unsplash

Apesar de desde o ano passado tentar adotar o hábito de anotar pelo menos três coisas pelas quais eu fui grata em cada dia, confesso que este ano me custou um pouco mais de esforço lembrar de todas as pequenas e grandes coisas pra fazer uma pseudo retrospectiva.
Dois mil e dezoito me trouxe, sem dúvidas, várias experiências novas, oportunidades, ensinamentos. Mas a maior parte do movimento ficou do lado de dentro. E apesar de ter percebido recentemente que eu sempre falo que as coisas andaram uma bagunça, são poucas (pra não dizer nenhuma) as vezes em que tento explicar. Na verdade, por mais exposta que eu me sinta na internet, não gosto de me expor tanto assim. Então, me dou totalmente ao luxo de fazer silêncio ou explicar superficialmente algo que seja só meu.
Mas a vida é isso e é assim pra quase todo mundo. Um monte de coisas cotidianas que sugam a energia da gente, algumas paranoias requentadas que precisam ser tratadas antes de nos enlouquecerem e excelentes lições que são aprendidas. No final das contas a gente acaba conseguindo enxergar mais do que enxergava antes e, vocês sabem, quando certas coisas são vistas, não dá pra desver.
Tudo muito bem, mas muito abstrato até agora, né? Então tá bem!
O ano começou em um ukeday em Taubaté, passou por um bloco de carnaval que só tocava The Beatles (Sgto. Pimenta). Borrão, borrão… Umas paranoias muito loucas que me levaram a fazer mudanças incríveis na minha rotina (tipo acordar mais cedo – MUITO mais cedo). Parceria com o LAMEGO, Aquece Rock (minha primeira participação em algum evento de Maricá – obrigada Feed My Soul), Nando do VOZEUKE tocando no meu show de autorais e participação do Vinícius Vivas (obrigada 3 Pés Produções e Bruno Versat – eu sou meio estranha, mas juro que sou gente boa)…
Meu Deus, quase esqueço que meu primeiro EP foi lançado este ano, com muito custo, uns perrengues, bastidores um tanto quanto confusos e ajuda de gente incrível como a galera do Grave Sua Música, o Ludwig Calixto e o Vinícius Vivas (que gravou ukulele, ubass e glockenspiel de “Ficou Pelo Caminho”). Ainda tenho muito conteúdo desse EP pra desenrolar (aguardem). Também foi este ano que meu canal chegou a 10 mil inscritos finalmente e depois de quase 4 anos me rendeu uma graninha (e estamos quase lá outra vez, em menos de um ano – GRAÇAS A DEUS).
Na minha vida pessoal coisas terminaram, coisas começaram, muitos novos sonhos surgiram e estão surgindo. Percebi que sou muito mais determinada do que já achava que era, que amadureci muito as minhas opiniões, decisões e a minha maneira de lidar com as expectativas das outras pessoas sobre mim. Demorou um pouquinho? Talvez! Mas cada um vive o seu próprio processo e sou muito grata por ter conseguido olhar pras piores partes de mim sem tentar ignorar, mas entendendo que só eu posso fazer alguma coisa a respeito delas. Senti empatia por quem nunca pensei que fosse sentir, também senti muito medo, confusão e ouvi mais de uma vez que preciso respeitar os processos.
E na minha mania de querer controlar tudo o que acontece aqui dentro pra não deixar ninguém perceber, reconheci uma versão muito sonhadora de mim que estava escondida por medo dos olhares. Pra minha surpresa eu era a pessoa que mais me julgava. Coloquei tudo na balança, decidi o que faz sentido manter e o que eu posso (e devo) jogar fora.
Este ano encerra um ciclo de muito crescimento emocional (quem sabe até espiritual) pra mim. Tenho aprendido a ser mais leve, a acreditar no que faz sentido pra mim, independente do que as pessoas à minha volta pensem ou digam. E encerro este ano com uma baita certeza de que o que precisa acontecer, vai acontecer. Se eu mantiver as minhas antenas ligadas e meu tempo ocupado colocando tijolo em cima de tijolo, aquelas coisas que eu sonho acordada antes de dormir vão parecer chegar mais depressa. E tudo vai valer a pena.
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Agora sim, feliz 2018 ♡

O ukulele lindão na foto é um Ghost Akahai da » Lojalele «
Eu percebi nas últimas semanas o quanto as pessoas consideraram 2017 um ano esquisito, em que quase todo mundo meio que se deu mal (ou pelo menos não se deu super bem). Particularmente falando, 2017 foi um ano pra lá de ok pra mim. Voltei a ter contato com uma parte adormecida de mim, toquei ukulele à beça, minha família de ukuleles cresceu em três novos integrantes, participei de uma audição pela primeira vez na vida, comecei a gravar o meu primeiro EP, lancei meu primeiro single e vou ser titia.
Por outro lado eu tive um número considerável de problemas de saúde em 2017 que prefiro nem comentar. Mas fora isso, eu juro, foi um ano muito legal. Só dezembro que foi bem nada a ver. Fiquei mal humorada do início ao fim e passei a virada do ano com dor de ouvido. Dezembro me frustrou especialmente por ser o mês do meu aniversário e eu fico esperando que o mundo seja lindo na época do natal e, vamos combinar que, quase nunca é o que eu imagino, mas sobrevivi.
Das coisas que dezembro me proporcionou, uma delas foi ficar temporariamente sem o meu laptop. Eu tinha planejado uma série especial de vídeos e posts pra comemorar o aniversário do blog, o meu aniversário, o Natal e acabei sem poder usar por semanas até finalmente conseguir levar na manutenção. Depois de setenta e duas idas e vindas, finalmente o laptop tá funcionando, tudo instalado bonitinho e eu passando horas por dia sentada na frente dele pra deixar as coisas do jeito que eu quero e do jeito que posso. Ah, e eu não sei usar o Adobe Premiere, então os vídeos vão demorar um pouco mais pra sair, porque eu realmente quero aprender a usar.
Mas agora falando sério e parando de enrolar esse tanto, tenho boas expectativas sobre 2018. Não porque esteja jogando tudo nas costas do ano e do Universo, mas porque me sinto mais focada e impelida a fazer acontecer, mesmo que às vezes as coisas não se mostrem tão favoráveis. Acredito firmemente que tudo o que a gente pode fazer é a nossa parte. E a nossa parte é tudo aquilo que está ao nosso alcance. Sempre existe alguma coisa que pode ser feita agora. E nas últimas semanas eu me lembrei que a melhor maneira da gente evitar encher a cabeça de besteira é se ocupar. Seja fazendo algo pra melhorar ou facilitar o nosso dia a dia, seja algo que vai deixar a gente mais perto do que a gente sonha ou seja algo besta, só pra distrair. Manter a mente ocupada é maravilhoso. E é a melhor forma da gente descobrir o que não está fazendo e o que mais pode fazer.
Dito isso, seria ótimo se gente lembrasse mais vezes de arregaçar as mangas e fazer o que precisa, e de elogiar as pessoas, as músicas, os filmes ou qualquer outra coisa que a gente gosta em lugar de reclamar de tudo o tempo todo. Eu acredito que tem muita coisa boa pra acontecer, porque eu quero fazer muita coisa boa. Falei isso na virada do ano passado e é um eterno clichê, mas é verdade: nada vai mudar sem a gente mudar.
Se é arriscar que a gente precisa, então vamos lá. Agora sim, feliz 2018 ♡
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